Ilhas Britânicas
Especialmente importante para a fé reformada foi a sua introdução nas Ilhas Britânicas.
1567
a Escócia formalmente presbiteriana foi governada por uma
rainha católica, Maria Stuart. Estados Unidos
O
calvinismo chegou à América do Norte com os puritanos ingleses que se
radicaram em Massachusetts no início do século XVII. O primeiro grupo
fixou-se em Plymouth em 1620 e o segundo fundou as cidades de Salem e
Boston em 1630. Nas décadas seguintes, mais de 20 mil puritanos cruzaram
o Atlântico em busca de liberdade religiosa e novas oportunidades. Todavia,
esses calvinistas optaram pelo forma de governo congregacional, não pelo
sistema presbiteriano. Muitos calvinistas que aceitavam a forma
de governo presbiteriana vieram do continente europeu. Dentre os primeiros
estavam os holandeses que fundaram Nova Amsterdã (depois Nova York) em
1623. Os huguenotes franceses também foram em grande número para
a América do Norte, fugindo da perseguição religiosa em sua pátria. Um
numeroso contingente de reformados alemães igualmente emigrou para os
Estados Unidos entre 1700 e 1770. Esses imigrantes formaram as suas próprias
denominações e mais tarde muitos deles ingressaram na Igreja Presbiteriana
dos Estados Unidos. Muitos presbiterianos escoceses foram diretamente
da Escócia para os Estados Unidos nos primeiros tempos da colonização.Todavia,
foram os escoceses-irlandeses os principais responsáveis pela introdução
do presbiterianismo naquele país. Durante o século XVIII, pelo
menos 300 mil cruzaram o Atlântico. Eles se radicaram principalmente em
Nova Jersey, Pensilvânia, Maryland, Virgínia e nas Carolinas. No oeste
da Pensilvânia, eles fundaram Pittsburgh, por muito tempo a cidade mais
presbiteriana dos Estados Unidos. O Rev. Ashbel Green Simonton,
o introdutor do presbiterianismo no Brasil, era descendente desses escoceses-irlandeses
da Pensilvânia. No século XVII as comunidades presbiterianas
dos Estados Unidos viviam dispersas. Foi só no início do século seguinte
que elas começaram a unir-se em concílios. Nesse esforço, destacou-se
o Rev. Francis Makemie (1658-1708), considerado o pai do presbiterianismo
americano. Ordenado na Irlanda do Norte em 1683, ele foi logo em seguida
para a América do Norte. Makemie fundou diversas igrejas em Maryland e
viajou extensamente encorajando os presbiterianos. Como a Igreja Anglicana
era a igreja oficial de várias colônias, ele sofreu muitas perseguições.
Chegou mesmo a ser preso em Nova York em 1706. Sob a liderança de Makemie,
foi organizado em 1706 o Presbitério de Filadélfia. Em 1717, organizou-se
o Sínodo de Filadélfia, composto de quatro presbitérios. Ao todo, a denominação
tinha apenas dezenove pastores, quarenta igrejas e cerca de três mil membros.
Em 1729, foi aprovado o Ato de Adoção, que aceitou a Confissão de Fé e
os Catecismos de Westminster como padrões doutrinários do Sínodo. De 1741
a 1758, os presbiterianos dividiram-se em dois grupos por causa de diferenças
acerca do avivamento e da educação teológica: Ala Velha (Sínodo de Filadélfia)
e Ala Nova (Sínodo de Nova York). Nesse período de divisão, vários evangelistas
notáveis como Samuel Davies, Alexander Craighead e Hugh McAden trabalharam
com grande êxito no sul do país, especialmente na Virgínia e nas Carolinas.
Durante a Revolução Americana, os presbiterianos tiveram uma atuação destacada.
O Rev. John Witherspoon (1723-1794), um escocês que foi presidente da
Universidade de Princeton por vinte e cinco anos, foi o único pastor que
assinou a Declaração de Independência dos Estados Unidos, em 1776. Muitos
presbiterianos lutaram na guerra da independência. Em 1788, o Sínodo de
Nova York e Filadélfia dividiu-se em quatro (Nova York e Nova Jersey,
Filadélfia, Virgínia e Carolinas). No dia 21 de maio de 1789, reuniu-se
pela primeira vez a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana dos Estados
Unidos da América. Naquela época, a Igreja Presbiteriana era a
denominação mais influente do país. Em 1800, contava com 180
pastores, 450 igrejas e cerca de 20 mil membros. Em 1801, presbiterianos
e congregacionais iniciaram um trabalho cooperativo conhecido como Plano
de União. O objetivo era evangelizar com mais eficiência a população que
estava indo para o oeste, a chamada fronteira. Foi esse o período do avivamento
conhecido como Segundo Grande Despertamento. O resultado foi um avanço
fenomenal. Em 1837, a Igreja Presbiteriana já contava com 2140 pastores,
quase 3000 igrejas e 220 mil membros.
Devido a uma controvérsia sobre os requisitos para a ordenação de ministros,
surgiu em 1810 a Igreja Presbiteriana de Cumberland, no Tennessee. Uma
divisão mais séria ocorreu entre os grupos conhecidos como Velha Escola
e Nova Escola, aquele sendo mais apegado aos padrões de Westminster do
que este. Em 1837, a Velha Escola obteve a maioria na Assembléia Geral,
cancelou o Plano de União de 1801 e excluiu quatro sínodos inteiros, dividindo
ao meio a denominação. No mesmo ano, foi criada a
Junta de Missões Estrangeiras, sediada em Nova York, que 22 anos mais tarde enviaria o seu
primeiro missionário ao Brasil.
Missionário Ashbel G. Simonton >>
Rev. Alderi Souza de Matos
Pesquisado
do Site da IPB. texto na íntegra
e mais informações: www.ipb.org.br